domingo, 17 de fevereiro de 2013

Hora de tirar a máscara e guardar a fantasia


Hora de tirar a máscara e guardar a fantasia

Finalmente o ano vai começar. Acabaram os dias de folia e brincadeira, de ‘um pra lá e o outro pra cá’ até quarta-feira. Todos ficaram exaustos da folia, mas aos poucos se vai retomando o ritmo. A igreja católica já fez a missa da quarta-feira de cinzas e começou a quaresma, A igreja quer conquistar a juventude e a fé cristã. Próximo feriado prolongado só na Semana Santa.

Aos políticos eleitos no ultimo sufrágio, e que estimaram em duzentos dias para tomar ciência dos fatos e da situação, no próximo feriado prolongado já terá passado quase a metade do tempo estimado. È hora de tirar a máscara da campanha eleitoral e mostrar seu trabalho. Guardar as fantasias, colocar a roupa de trabalho, cuidar dos problemas e necessidades do povo e das cidades.

O Estado ficou com um saldo, no Carnaval, de mais de mil e quinhentos, o número de ocorrências policiais, duas dezenas de falecidos e perto de duas centenas de detenções em quatro dias de folias e estripulias. Graças a “Lei Seca” boa parte dos condutores foi fiscalizada e testada em blitz policial, e diminuiu o número de roubos de automóveis. Números de dados estatísticos, baseados em ocorrências registradas. As ocorrências não registradas, ninguém saberá.

A UFRN já começa o ano letivo oferecendo 91 vagas para CST em Gestão Pública. O estado inaugura (com atraso) uma escola de administração para capacitação de funcionários, com mais de 60 cursos e uma biblioteca com 3,4 mil títulos dentre 7 mil exemplares.

Prefeituras municipais recebem ônibus escolares. A acessibilidade favorecendo a todos que desejam estudar, no próprio município ou em outros mais distantes. Bastando apenas que cada prefeitura gerencie a logística de itinerários e horários de seus ônibus. Uma gestão articulada e planejada.

Sistemas e processos governamentais favorecem a todos a possibilidade de cursar uma faculdade. O futuro que batia à porta, agora vem buscar e levar de ônibus. Políticos podem aproveitar a oportunidade de lustrar os bancos escolares e perceber, investigar in loco, problemas e dificuldades do e no dia a dia. Podendo levar e discutir em assembleias com seus colegas de paletó e gravata acostumados a carro oficial, cafezinho e ar condicionado. A sorte está lançada, E como dizia Einstein, Deus não joga dados.

 

 
Natal-Parnamirim/RN -  15/02/2013
 
 
 
Roberto Cardoso
(Maracajá)
 
 
Cientista Social
Produtor Cultural | Agente Cultural | Ativista Cultural
 
Sócio Efetivo do IHGRN
(Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte)
 
 
 
 

 

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